Sempre fui daquelas crianças que, se não tinham a quem recorrer para ouvir contos, os lia. Ou os escrevia. Essas características poderiam ter me feito uma bibliotecária. Hoje, entretanto, sei que cheguei até o jornalismo por essa paixão pelas histórias. Ouvir pessoas, entender suas motivações e como suas ações diárias interferem no mundo é algo que me fascina.
Foi na universidade que encontrei espaço para por em prática algo que o mercado nem sempre oferece: tempo para sujar os sapatos, ouvir boas histórias e contá-las bem. Em outras palavras, me apaixonei pela reportagem. Com o tempo, entrei nas redações: descobri que a vida pulsa dentro e fora delas – e que uma existência sem a correria dos fechamentos, plantões e pescoções não poderia ser vivida por mim.
Para ser sincera, talvez eu nunca consiga reunir todos as razões que motivaram aquela primeira escolha, em ano de vestibular. Para além do gosto pela escrita e pela leitura; pela atenção ao outro; talvez esteja uma razão mais egoísta: a sede por conhecer. No jornalismo, consegui a desculpa perfeita para alimentar essa curiosidade insaciável.
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